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"Investimentos em promoção, detecção precoce e acesso a diagnóstico e tratamento reduzem custo do câncer", relata André Medici

 

Foto: Roberta Dabdab/FEMAMA

Foto: Roberta Dabdab/FEMAMA

10/08/2017

André Cezar Medici palestrou na I Conferência Nacional de Prefeitas e Governadoras e VII Conferência Nacional de Primeiras-Damas a palestra “O Custo Social do Câncer”. O câncer, segundo ele, é uma epidemia global. Dados que ele trouxe mostram que mais de 8 milhões de pessoas morreram pela doença no mundo em 2012. “O câncer traz moralidade precoce, sendo a principal causa de morte entre pessoas com menos de 70 anos”, conta Medici.

De acordo com ele, os custos do câncer aumentam exponencialmente, por ocorrerem em idades relativamente jovens, serem detectados tardiamente, e necessitarem de medicamentos e tecnologias caras. “É necessário aumentar o compromisso dos governos com os gastos com promoção, prevenção e detecção precoce, para reduzir o impacto nos custos do tratamento”, relata Medici. Para ele, também é necessário estabelecer estratégias custo-efetivas para implementar soluções sustentáveis para enfrentar o câncer nos países em desenvolvimento.

Os custos totais do câncer, para Medici, são a soma dos custos econômicos, que englobam custos associadas às despesas promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento dos pacientes com os custos sociais, que são associados aos aspectos emocionais e cognitivos do paciente e sua família e amigos. “Os custos indiretos do câncer, por estarem associados a perdas na produção ou oportunidade de trabalho pela doença ou morte, podem ser medidos de várias formas”, conta o palestrante.

“A crise econômica brasileira impactou nos custos econômicos do câncer. Pulou de 699 milhões em 2015 para 823 milhões em 2015”, relata o administrador. “Nos países onde há maior promoção, prevenção e detecção precoce, os casos de câncer aparecem mais tarde do que em países onde a promoção e a prevenção são baixas”, completa.

Sobre André
O profissional é mestre em economia e doutor em História Econômica, é especialista em seguridade social pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e participou do movimento de construção de SUS no Brasil. O palestrante ocupou cargos de consultor em organismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Mundial, onde tem participado de diversos projetos e iniciativas internacionais em temas como acreditação de saúde, segurança de pacientes, economia da saúde, reforma de saúde, planejamento estratégico e prioridades de saúde.


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