Associadas | Câncer de mama
- - -
Home > Notícias > "Não restam dúvidas que o registro compulsório do câncer é importante e necessário", confirma o Ministério da Saúde

 

"Não restam dúvidas que o registro compulsório do câncer é importante e necessário", confirma o Ministério da Saúde

 

Foto: Roberta Dabdab/FEMAMA

Foto: Roberta Dabdab/FEMAMA

10/08/2017

Durante a mesa de debates “Registro compulsório do câncer: a importância da mensuração” da I Conferência Nacional de Prefeitas e Governadoras e VII Conferência Nacional de Primeiras-Damas, Aline Leal Gonçalves Creder Lopes, técnica do Ministério da Saúde, confirmou que a notificação compulsória do câncer não só é importante, como também é necessário para controlar a epidemia do câncer no Brasil e estimar os dados com precisão.

De acordo com ela, “dados concretos dão mais força para o debate”. Entretanto, a técnica da Coordenação Geral de Atenção Especializada do órgão admite que o SISCAN ainda é uma ferramenta falha e que precisa ser aprimorada. “Estamos trabalhando com o DATASUS para melhorar isso, mas também é necessário que os gestores de saúde insiram os dados corretamente e façam sua parte”, afirmou.

A Dra. Maira Caleffi, presidente voluntária da FEMAMA, questionou a representante sobre a dificuldade de diálogo com a pasta e da precisão dos dados apresentados pelo SISCAN. “Normalmente, o Ministério da Saúde enxerga a sociedade civil como um inimigo, um inquisidor. Queremos uma melhor comunicação com o órgão, queremos ajudar vocês a aprimorar o sistema e todas as pacientes que necessitam de diagnóstico e tratamento e não estão recebendo”. Aline colocou a Coordenação à disposição da FEMAMA e informou que os gestores de saúde devem receber as demandas da sociedade quando surgirem.

Cases de sucesso
Leoni Margarida Simm, presidente da Associação Brasileira de Portadores de Câncer – AMUCC, ONG associada à FEMAMA em Florianópolis, contou aos presentes como já está funcionando o registro compulsório do câncer no estado de Santa Catarina. Fruto de muitas ações de advocacy e mobilizações e do apoio do poder público, hoje o módulo câncer do sistema VIGILANTOS, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, proporciona o registro do câncer em tempo real, por município e gênero, por exemplo.

Gladis Helena Silva, gerente de Vigilância de Agravos da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina, explicou como funciona o VIGILANTOS – Módulo Câncer e conta que, apesar de operar ativamente, nem todos os laboratórios notificam quando o câncer é diagnosticado através do exame. “Os dados que estão dentro do sistema precisam ser lidos e analisados corretamente, pois existem instituições de saúde que notificam mais que outras e acabam desequilibrando os dados”, finaliza.

Joana Jeker, presidente da Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília – Recomeçar, também relatou seu caso de sucesso. No mês passado, a instituição conseguiu, com apoio da FEMAMA, a implantação do registro compulsório do câncer no Distrito Federal. A ONG solicitou apoio do deputado distrital Rafael Prudente, que propôs um Projeto de Lei, que ainda está em tramitação na Câmara Legislativa do DF. Paralelamente, contatou-se diretamente o governador Rodrigo Rollemberg e reuniu-se com a primeira-dama Dra. Márcia Rollemberg, para apresentar a pauta e solicitar apoio do Governo do Distrito Federal. A Portaria de nº 350, de 11 de julho de 2017 (clique e leia na íntegra, página 3), foi publicada no mesmo dia no Diário Oficial do Distrito Federal.


Compartilhe:

Notícias relacionadas