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SUS tem mamógrafos suficientes, mas concentração regional e baixa produtividade são entraves

 

Distribuio dos mamgrafos por estado

Distribuição dos mamógrafos por estado

22/06/2011

Os 1.541 mamgrafos que realizam exames de mama pelo Sistema nico de Sade (SUS), dos quais 85% esto em funcionamento, oferecem atendimento avaliado como bom ou muito bom por 91% das brasileiras. O diagnstico resultado de auditoria e pesquisa de satisfao, ambas inditas, realizadas pelo Ministrio da Sade em todos os 1.399 estabelecimentos de sade que fazem mamografias no pas.

?A partir desse diagnstico, podemos trabalhar com mais preciso para dobrar o nmero de exames no Brasil, preenchendo a capacidade de produo dos mamgrafos?, afirma o ministro da Sade, Alexandre Padilha.

A ao, coordenada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), foi adotada como parte do Plano Nacional de Preveno, Diagnstico e Tratamento do Cncer de Colo de tero e de Mama, lanado em maro. Com investimentos do Ministrio da Sade de R$ 4,5 bilhes at 2014, o programa visa a reduzir a mortalidade entre os dois tipos de cnceres mais comuns entre as mulheres.

A vistoria apontou que o nmero de mamgrafos existentes no SUS quase duas vezes maior que o necessrio para cobrir toda a populao brasileira, conforme parmetro do Instituto Nacional do Cncer (INCA) de um aparelho para cada 240 mil habitantes. No entanto, a distribuio geogrfica - cerca de 44% dos esto no Sudeste ? e o baixo nvel de produtividade so entraves plena oferta do exame.

Entre os 15% sem uso, 111 no prestavam atendimento, 85 apresentavam defeito e 27 estavam ainda na embalagem. Conforme detectou a auditoria, problemas como ausncia de manuteno (22,7%), deficincia de recursos humanos (18,8%) e falta de insumos (14,7%) provocam o baixo nvel de produtividade dos aparelhos.

Os auditores identificaram que 28% dos estabelecimentos do SUS no mantinham informaes atualizadas junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sade (CNES), abrindo margem para estabelecimentos que no mais atendiam pelo SUS ou que tinham registros de produo de mamografias, mas os exames eram realizados em postos terceirizados.

Medidas - Em parceria com estados e municpios, o Ministrio da Sade instalar mamgrafos nos locais onde estes no existem e criar unidades mveis, que atendero cidades menores de maneira itinerante.

Outra estratgia ser o reforo manuteno dos aparelhos. Segundo o ministro Padilha, a ideia comprar pacotes de fornecimento de insumos vinculados assistncia tcnica para apoiar, sobretudo, os estados do Norte e Nordeste. Para operar os equipamentos, sero capacitados 25 mil tcnicos em radiologia at 2015.

Mamografia ofertada na rede pblica tem 90% de avaliao positiva

Em paralelo s auditorias, o Ministrio da Sade realizou pesquisa telefnica em todas as capitais para avaliar a percepo das usurias quanto qualidade dos servios de mamografias.

A enquete apontou que 90% das mulheres avaliaram o atendimento recebido durante o exame como bom e muito bom. Para 75%, no houver qualquer dificuldade para a realizao do exame ? entre as outras 25%, o tempo de espera aparece como a principal queixa.

Segundo o relato das usurias, 87,3% conseguiram realizar o exame em at 3 meses, sendo que 50,5% em at 30 dias. J o resultado foi obtido em at um ms por 84,2% das mulheres e entre um e trs meses por outras 12,2%.

Estatsticas do cncer ? A Organizao Mundial da Sade (OMS) estima mais de um milho de casos novos de cncer de mama por ano em todo o mundo. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Cncer (INCA), h aproximadamente 49 mil casos e cerca de 10 mil bitos por ano ? uma taxa bruta de 11,4 bitos para cada 100 mil mulheres.

O Ministrio da Sade recomenda o rastreamento do cncer de mama por meio de mamografia realizada a cada dois anos nas mulheres de 50 a 69 anos, faixa etria adotada em todos os pases que mantm programa de rastreamento organizado, como recomenda a OMS.

O cncer de mama constitui-se na primeira causa de morte dentre as neoplasias em mulheres e tanto a incidncia como a mortalidade tm aumentado. A deteco precoce fundamental no controle do cncer, proporcionando a reduo das internaes e da mortalidade.


Fonte: DENASUS/MS

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