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No Next Frontiers to Cure Cancer, FEMAMA pede união da América Latina no combate global ao câncer de mama

 

Fonte: Webinar/Reprodução

Fonte: Webinar/Reprodução

11/05/2018

Segundo a instituição, registro compulsório de câncer pode reduzir número de mortes pela doença no Brasil; tema foi debatido durante webinar no congresso Next Frontiers to Cure Cancer


Um importante instrumento para reduzir o impacto e a mortalidade do câncer em todo o mundo é o registro contínuo, sistemático e de qualidade dos dados da doença, que ajudam médicos, autoridades e a sociedade a ter um entendimento real do cenário em que pacientes estão inseridos. A partir disso, é possível avaliar a eficácia de tratamentos e conceber políticas públicas necessárias para sua prevenção e manejo.

O estabelecimento de leis para a obrigatoriedade desse registro na América Latina, principalmente no Brasil, foi discutido durante webinar realizado na tarde da última quinta-feira (10), na programação do congresso Next Frontiers to Cure Cancer, organizado pelo A.C. Carmago Cancer Center.

Realizado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) e União para o Controle Internacional do Câncer (UICC), com apoio de A.C. Carmago Cancer Center e Latin American Cooperative Oncology Group (LACOG), o encontro objetivou levantar questões essenciais sobre como mapear obstáculos, organizar recursos e promover mudanças capazes de reduzir o impacto da doença, pautando-se em dados concretos, regionais e nacionais. “Nosso objetivo com esse debate é apresentar a América Latina como um bloco nos debates globais, não apenas para sermos representados, mas para sermos respeitados lá fora”, pontuou a mastologista Maira Caleffi, presidente da FEMAMA.

Durante o encontro, também foi anunciado que esse será o tema debatido no Regional Meetings Latin America, organizado pela UICC e que acontecerá durante o World Cancer Congress, em Kuala Lunpur, na Malásia, de 1 a 4 de outubro. “Quando falamos de câncer, registro compulsório é uma necessidade básica. Precisamos desse reforço para conseguir reduzir o número de mortes pela doença”, disse ao ressaltar ainda a necessidade de se garantir registro com mais detalhamento a cerca dos pacientes com câncer, caso a caso.

O presidente da LACOG, Dr. Gustavo Werutsky, discorreu sobre as plataformas mundiais que auxiliam na geração de Real World Data, ou seja, dados que refletem a condição de pacientes em uma população heterogênea em um cenário real, para além de resultados de estudos clínicos controlados, e como as estimativas podem, em alguns casos, ser distintas do cenário real. “São os dados concretos que colaboram com a avaliação de riscos e benefícios reais da doença, assim como da segurança e acesso aos mais diversos tipos de tratamento, mensurando sua qualidade e eficácia”, explica.

De acordo com a chefe do departamento de epideomologia do A.C. Camargo Cancer Center, Dra. Maria Paula Curado, não há uma base de dados nacional no Brasil, mas existem 27 registros regionais que congregam informações sobre o câncer. Desses, apenas sete apresentam uma base de qualidade para mostrar a incidência da doença. “Um dos fatores que colaboram com a baixa qualidade desses registros é a falta de incentivo para a profissionalização dos registradores. Os dados são importantes ferramentas para colaborar com o registro de base populacional e são benéficos para melhorar o sistema de saúde”, salienta.
 

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