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Mais brasileiras aguardam cirurgia para reconstruir mama

 

14/02/2012

Milhares de mulheres aguardam cirurgias de reconstrução da mama, apesar de uma lei de 1999 prever a obrigatoriedade de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em caso de mutilação decorrente de tratamento de câncer. O alerta foi dado pela presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Maira Caleffi, na audiência.

O vice-presidente da SBCP, Luciano Chaves, informou que, embora a reconstrução mamária seja parte do tratamento do câncer, há um acúmulo de pacientes que não se beneficiam da lei. Preocupada, a entidade iniciou por Brasília, em 2011, mutirão para a realização dessa cirurgia. Foram beneficiadas 61 pacientes em apenas um dia, incluindo quem havia retirado as mamas 29 anos atrás. A iniciativa será estendida para 19 estados, com a meta de atender, de 5 a 9 de março, 500 mulheres que aguardam a cirurgia no SUS. Cerca de 1.500 cirurgiões plásticos devem participar como voluntários.

Maira Caleffi observou que a reconstrução mamária tem impacto positivo sobre a saúde mental e a qualidade de vida e quanto mais cedo é feita a cirurgia, maiores são os benefícios. Ela citou pesquisas segundo as quais pacientes mastectomizadas têm sentimentos depressivos e pensamentos transitórios sobre suicídio.

O câncer de mama, que atinge também homens, tem quase 50 mil novos casos por ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), matando quase 12 mil pessoas. Segundo a Femama, 45,3% dos casos são descobertos quando a doença já está muito avançada.


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