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FEMAMA acompanha balanço de um ano do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Mama

 

22/03/2012

A convite do Ministério da Saúde, a FEMAMA participou, como membro do Comitê de Mobilização Social para o Fortalecimento das Ações de Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento do Câncer do Colo do Útero e Mama, nesta quinta-feira (22), de reunião que teve como objetivo prestar contas do primeiro ano do Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo de Útero e de Mama.

No encontro, presidido pelo Ministro Alexandre Padilha e acompanhado pela diretoria da FEMAMA e de outras entidades, estavam presentes na mesa principal o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Luiz Antônio Santini, o secretário de Atenção à Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda, o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Nardi, e o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Rodolfo Gómez.

Entre as novidades apresentadas pelo Ministro, foi assinada uma Portaria de criação do Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM), que tem como principal objetivo tratar da qualidade dos mamógrafos e, conforme Alexandre Padilha, visa ampliar o financiamento para o exame de mamografia para mulheres com 40 anos ou mais, sendo a faixa etária para rastreamento de 50 a 69 anos. “A meta até 2014 é de que sejam realizados 3,8 milhões de exames na faixa etária de rastreamento, sendo que para isso serão investidos um total de R$ 754,9 milhões”, explicou Padilha. Além disso, o Ministro ressaltou que será feita a integração e melhorias do SISCOLO e SISMAMA, finalizados em março de 2012. E adiantou que o novo sistema será chamado de SISCAN.

Padilha ainda salientou que serão estruturados novos centros especializados em diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Até 2014, serão construídos 50 novos centros, com investimento de R$ 50 milhões. No entanto, a presidente da FEMAMA, a médica mastologista Maira Caleffi, ressalta que nestes centros será preciso dar maior acesso à ecografia mamária e punção biópsia de agulha grossa. “Clamamos para que o Ministério da Saúde veja melhor a remuneração dos prestadores desses serviços para garantir um diagnóstico completo e de qualidade”, destacou. “À medida que o acesso e a qualidade de diagnóstico aumentam também será preciso estar preparado para fornecer o tratamento adequado e incorporação de medicamentos biológicos já na adjuvância, como no caso do Trastuzumabe, específico para pacientes com câncer tipo HER2 e do Everolimus, droga ainda não disponível no Brasil”, avaliou Maira Caleffi.

Presença da FEMAMA - Vale destacar que os representantes da FEMAMA compareceram ao evento com a missão de buscar resultados referentes ao Programa no decorrer desse primeiro ano de atividades, para, justamente, poder levantar quais foram os reais investimentos destinados ao controle do câncer de mama. Esses e outros dados, posteriormente, poderão ser incluídos no relatório "Descoberta de Disparidades: um estudo comparativo sobre a política de câncer de mama na América Latina", realizado e divulgado recentemente pela União Latino-Americana contra o Câncer da Mulher (ULACCAM). Sendo que a ULACCAM é uma aliança de ONGs voltadas para o câncer da mulher na América Latina, representada no Brasil pela FEMAMA.

Realidade Latino-Americana - A pesquisa qualitativa e quantitativa, que recebeu o apoio da American Cancer Society (ACS), apresentou o estado de controle do câncer em cinco países da região (Argentina, Brasil, Colômbia, México e Venezuela). Uma das conclusões apresentadas pelo estudo indicou que nos demais países da América Latina pesquisados, assim como no Brasil, o câncer na mulher é diagnosticado em estágio avançado, quando as chances de sobrevivência são mais baixas e o custo de seu cuidado é maior. Por sua vez, existem disparidades significativas em relação ao acesso a cuidados de qualidade. Esses e outros fatores, conforme levantamento da ULACCAM, contribuem para a triste realidade desta região, na qual a sobrevivência é de apenas de 34%, cinco anos após o diagnóstico de câncer de mama, pois 70% das pacientes brasileiras já comparecem ao serviço público para tratamento com câncer metastático regional enquanto que somente 30% das americanas encontram-se nesse estado.

 

 


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