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FEMAMA cobra transparência do Ministério da Saúde

 

25/03/2012

Com a missão de buscar resultados referentes ao primeiro ano do Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama, implantado pelo Governo Federal, a diretoria da FEMAMA – Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama esteve presente na segunda reunião do Comitê de Mobilização Social para o Fortalecimento das Ações de Prevenção e Qualificação do Diagnóstico e Tratamento do Câncer do Colo do Útero e de Mama, do qual é membro. O encontro foi realizado no final de março, no Ministério da Saúde (MS), em Brasília, e contou com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele anunciou que, até 2014, serão construídos 50 novos centros especializados no diagnóstico e tratamento do câncer de mama, com investimento de R$ 50 milhões.

Entretanto, a presidente da FEMAMA, a médica mastologista Maira Caleffi, observa que as entidades que compõem o Comitê não participaram do processo de seleção dos novos centros especializados e também desconhecem quais foram os critérios utilizados pelo MS para definir os locais em que serão instalados esses centros. “Sabemos que o Ministério está trabalhando na implantação de 7 serviços na Região Norte e Nordeste, mas ainda não sabemos ao certo como e se estão funcionando”, argumentou Maira. “De acordo com a alta prevalência de câncer de mama nas regiões Sul e Sudeste, a FEMAMA também cobrou do MS o cronograma de implantação e recursos aplicados na implantação desses centros”, assegurou.

Além disso, a Federação também chamou a atenção do Ministro para a baixíssima remuneração (tabela de honorários) da ecografia mamária e biópsias por fragmento com ou sem uso de ecografia, exames considerados fundamentais para o diagnóstico que mostra o diferencial entre os nódulos benignos e malignos. "Faltam exames dessa natureza e os prestadores não conseguem fazer esses procedimentos pelos valores repassados pelo SUS, que são ínfimos. E mais ainda, à medida que o acesso e a qualidade de diagnóstico aumentam também será preciso estar preparado para fornecer o tratamento adequado e incorporação de medicamentos biológicos já na adjuvância, como no caso do trastuzumabe, específico para pacientes com câncer tipo HER2 e do everolimus, droga oral para câncer de mama metastático, ainda não disponível no Brasil”, avaliou Maira Caleffi.

“Nós, do Comitê, pedimos mais transparência e informações na tomada de decisões do MS e pretendemos acompanhar e cobrar a implementação e o funcionamento dos centros anunciados”, afirmou a presidente. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, já foram celebrados 7 convênios, com investimento de R$ 5,1 milhões. As primeiras cidades beneficiadas serão Fortaleza (CE); Uberaba e Contagem (MG); Recife (PE); Ariquemes (RO); Aracajú (SE) e Dianópolis (TO).


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