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Esclarecimentos sobre novo medicamento para tratamento do câncer de mama

 

19/04/2012
Parecer técnico sobre o medicamento Pertuzumabe apresentado em reportagem do Jornal do Almoço (RBS) exibida em 13/04/2012:


"O pertuzumabe é um remédio chamado de "anticorpo monoclonal", pois ele se liga a um receptor (uma espécie de "porta de entrada" para a célula) que pode estar presente em até 25% dos tumores malignos da mama e é chamado de HER2. Ele NÃO É UMA VACINA. Recentemente foram publicados os resultados de um estudo que avaliou o uso do pertuzumabe EM ASSOCIAÇÃO ao já conhecido e aprovado trastuzumabe e também a um quimioterápico chamado docetaxel.

Cabe salientar que tal estudo avaliou pacientes com doença disseminada, ou seja, com metástases (raízes) para outros locais que não somente a mama ou a axila. Além disso, para entrar no estudo, as pacientes deveriam ter exames comprovando que os tumores expressavam o receptor HER2. Então, estamos falando dos resultados de um tratamento que só pode ser utilizado no contexto anteriormente citado: pacientes com câncer de mama HER2-positivo e com doença metastática, avançada.

O nome deste estudo é CLEOPATRA e, como a maioria dos estudos clínicos que testam medicamentos novos em câncer de mama, foi desenvolvido em várias instituições estrangeiras e também brasileiras, entre elas o Hospital Conceição, em Porto Alegre. Mas o remédio não está disponível neste hospital nem foi desenvolvido localmente. Um total de 808 pacientes foram sorteadas para receber o tratamento convencional (trastuzumabe + docetaxel) com ou sem pertuzumabe. No grupo que recebeu pertuzumabe, as pacientes levaram mais tempo para apresentar progressão (ou piora) da doença e também houve menor número de mortes.

Vejam bem que estamos falando de doença avançada e que o pertuzumabe ainda não está aprovado para comercialização. Como os resultados deste estudo foram bem positivos, está sendo realizado um estudo avaliando a combinação de pertuzumabe com trastuzumabe para pacientes que já estão curadas do câncer - mas a conclusão deste novo estudo ainda vai demorar alguns anos para sair".

Daniela Dornelles Rosa, MD PhD
Médica Oncologista


Assista aqui o o video da reportagem mencionada acima.




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