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Brasileiras e americanas fazem intercâmbio sobre "empoderamento feminino"

 

12/01/2013
Depois de passarem dois meses nos Estados Unidos participando de um intercâmbio sobre empoderamento feminino, chegou o momento das 14 mulheres de oito estados brasileiros retribuirem a visita. No próximo domingo, dia 13 de janeiro, um grupo de 13 norte-americanas desembarca em São Paulo e se distribui pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Teresina, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Brasília, Uberaba e Paraíso do Tocantins. Até o dia 26 de janeiro, essas representantes de instituições em Connecticut e Massachusetts irão visitar e conhecer alguns dos mais representativos projetos sociais, culturais e de saúde voltados para a mulher em cada uma dessas cidades.

O Programa de Intercâmbio Internacional para Lideranças Femininas, foi promovido e patrocinado pelo Gabinete de Assuntos de Educação e Cultura (Bureau for Education and Cultural Affairs - ECA) do Departamento de Estado dos Estados Unidos e executado pelo Instituto de Treinamento e Desenvolvimento (ITD) em parceria com a universidade feminina Smith College, ambas localizadas em Massachusetts. No Brasil, o Programa contou com o apoio da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama), que ajudou a selecionar as participantes brasileiras.

Na primeira fase, 14 representantes de projetos brasileiros ligados à saúde da mulher e ao empoderamento feminino viajaram para Massachusetts onde, durante seis semanas conheceram e visitaram organizações com o mesmo perfil em Massachusetts. Do Brasil, participaram instituições como o IMAMA (RS); o HUMSOL (Instituto Humanista de Desenvolvimento Social) de Curitiba (PR), a Fundação Laço Rosa (RJ); a Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central (MG); a AMAP (Associação de Mulheres Atuantes de Paraíso), de Paraíso do Tocantins, a Recomeçar (DF) a Fundação Maria Carvalho Santos (PI); a Rede Mulher de Marília (SP), a AMMUC (Associação Brasileira de Portadores de Câncer), de Florianópolis e a Associação Nós do Poder Rosa, de Londrina (PR). De São Paulo, seguiram representantes da UNACCAN (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama) e do Projeto De Peito Aberto.

O encerramento do intercâmbio culminou com a participação no Professional Fellows Congress, em Washington na primeira semana de novembro, que reuniu mais de 230 líderes de várias partes do mundo que trabalham nas áreas de empoderamento feminino, desenvolvimento legislativo e empreendedorismo em seus países.

Agora, no Brasil tem início a segunda fase. Treze norte-americanas representantes de diversas entidades e Organizações Não Governamentais daquela região, focadas em saúde pública e direitos civis chegam para conhecer in loco as ações sociais desenvolvidas pelas brasileiras. O objetivo é apresentar às norte-americanas as inúmeras iniciativas que o Brasil promove, bem como as dificuldades e desafios que ocorrem nessa área em diferentes cidades do país.

Nos primeiros três dias desta etapa do Programa de Intercâmbio, que agora terá duração de 14 dias, as norte-americanas participarão de atividades culturais e sociais em São Paulo, incluindo visita ao Conselho da Condição Feminina de São Paulo, para que conheçam algumas das atividades realizadas em prol das mulheres neste Estado. Depois, elas seguirão, em duplas para algumas cidades brasileiras onde moram e atuam as brasileiras que foram aos EUA. No final da viagem, brasileiras e norte-americanas se encontram em São Paulo para o encerramento. O objetivo final do programa é possibilitar a troca de experiência entre entidades norte-americanas e brasileiras, abrindo caminhos para futuras parceiras.


Dados sobre as mulheres brasileiras

Dados do Fórum Econômico Mundial (FEM) divulgados em 2012 indicam uma ascensão do Brasil em vinte posições no ranking de 129 nações, em relação à condição das mulheres na sociedade. Mesmo assim, o Brasil ainda é o 62º colocado. Em uma classificação específica sobre o poder econômico e oportunidades para as mulheres, o Brasil fica com a 73ª posição, segundo o FEM. A renda dos homens brasileiros é, em média, de US$ 14,6 mil dólares/ano. As mulheres ganham pouco mais da metade: US$ 8,8 mil. No ranking geral da condição feminina o Brasil é superado por países como Argentina, Bolívia, Namíbia, Cabo Verde e Madagascar.

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as mulheres brasileiras ganharam terreno na participação política elegendo, no último pleito, 30% mais prefeitas e 17% mais vereadoras que nas eleições de 2008.

Apesar de ainda haver um longo caminho a percorrer, o Brasil se destaca por seu ativo Movimento de Mulheres, que vem garantindo direitos e trabalhando incansavelmente pela equidade de gênero, com ações reconhecidas nacional e internacionalmente. Diferentemente de outros países, somos precursores na criação das Delegacias de Defesa das Mulheres, na elaboração de legislação específica, como a Lei Maria da Penha que criminaliza a violência contra a Mulher, entre outras ações com impacto real na vida das mulheres. O trabalho promovido tanto pelas organizações de mulheres da sociedade civil como pelas instâncias governamentais – Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, com status de ministério, as Secretarias Estaduais e Municipais de Mulheres e as Coordenadorias de Mulheres – tem provocado uma maior visibilidade das iniquidades e também levando a resultados importantes para reduzi-las. Como exemplos estão as Conferências Municipais, Estaduais e Nacional de Mulheres, além dos diversos serviços de atendimento, visando promover justiça e garantir os direitos das mulheres das mais diversas raças, etnias, orientações sexuais e condições socioeconômicas, investindo em capacitação e formação continuada sobre questões relativas a relações de gênero, direitos sexuais e reprodutivos, divisão sexual do trabalho, empreendedorismo e autonomia, combate a violência domestica, além da articulação com as diversas esferas de Governo para a execução das políticas públicas voltadas aos interesses das mulheres.

* AS PARTICIPANTES NORTE-AMERICANAS

DOREEN FADUS, do Hospital Mercy Medical Center (http://www.mercycares.com), de Springfield, Massachusetts, é Diretora Executiva de Saúde Comunitária do Hospital Mercy Medical Center.

HILDY GROSSMAN, da Upstage Lung Cancer (www.upstagelungcancer.org), de Brookline, Massachusetts, é ex-paciente, presidente e fundadora dessa ONG que trabalha no combate ao câncer de pulmão.

JEANETTE BELTRAN, da Susan G. Komen for The Cure (http://ww5.komen.org), Boston, Massachusetts, é Membro do Nacional Conselho Consultivo de Políticas Públicas da entidade.

JILL GRIFFIN, da clínica OnCall Emergency Medicine (www.oncallemergencymedicine.com), de Northampton, Massachusetts, é médica especializada em atendimento de emergências e em pacientes com droga adição, além de ter fundado a ONG “Help for Haiti Now” e atuado como voluntária e educadora em saúde no México, Equador e Sudeste da Ásia.

JOYCE BERNSTEIN, da Tapestry Health (www.tapestryhealth.org), de Florence, Massachusetts, é Conselheira de Saúde de sua organização e membro do Conselho de museus e galerias de arte como o MASS MoCA e o Museu Berkshire.

JULIE KUMBLE, da Women’s Fund of Western Massachusetts (http://www.womensfund.net), de Easthampton, Massachusetts, é Diretora de Captação de Recursos e Elaboração de Programas, além de membro do LIPPI (Leadership Institute for Political and Public Impact).

WENDY MOTA KASONGA, da Connecticut Coalition Against Domestic Violence, (www.ctcadv.org) de Wethersfield, Connecticut; é Coordenadora de Diversidade Cultural e de Acessibilidade de sua organização (CCADV).

POLLY MACPHERSON, do Northern Berkshire Healthcare (www.nbhealth.org), de Williamstown, Massachusetts, é Diretora do Departamento de Educação e Promoção em Saúde do North Adams Regional Hospital, que faz parte do Northern Berkshire Healthcare.

LISA MONTUORI TRIMBLE, da Cambridge Health Alliance (www.challiance.org), de Somerville, Massachusetts, é Diretora de Promoção de Saúde e Sensibilização da Comunidade em sua organização, além de ser voluntária na Comissão de Políticas de Saúde do Trabalhador da Comunidade de Massachusetts.

SHONDA PETTIFORD, da Women’s Fund of Western Massachusetts (http://www.womensfund.net), de Easthampton, Massachusetts, é voluntária e presidente do conselho de administração em sua organização. Como jovem liderança atua como gerente de comunicações “Commonwealth Honors College”, um programa para estudantes academicamente talentosos da Universidade de Amherst, Massachusetts.

BETSY NEISNER, da Cancer Connection (www.cancer-connection.org), de Northampton, Massachusetts, é Diretora Executiva dessa organização não governamental que dá apoio à pacientes com câncer e também com experiência como Diretora do Grupo de Sobreviventes de Câncer de Ovário, sendo ela mesma uma ex paciente e ativista pela causa.

NOEL RALEY, da Friends of Children (www.friendsofchildreninc.org), de Florence, Massachusetts, é Presidente da entidade que cuida de crianças em situação de vulnerabilidade, principalmente as que vivem em lares adotivos.

SATU ZOLLER da Tapestry Health (www.tapestryhealth.org), de South Deerfield, Massachusetts, faz parte da Diretoria da organização e atua como Diretora Associada do Centro de Política e Administração Pública na UMass (universidade de Massachusetts) em Amherst.

*AS PARTICIPANTES BRASILEIRAS

AERLE PATRÍCIA MARINHO FRAGA, do IMAMA, de Porto Alegre (RS)

AMANDA RIESEMBERG FERREIRA e MICHELLE MANNRICH ANTUNES, da HUMSOL (Instituto Humanista de Desenvolvimento Social), de Curitiba (PR)

CHRISTINA MARTINS e MARCELLE DE MEDEIROS LOPES DOMINGUES, da Fundação Laço Rosa, do Rio de Janeiro (RJ)

CLARISIA VISCARDI MONIZ RAMOS – da UNACCAN (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama), de São Paulo (SP)

DIVONE SILVA VAZ, da AMAP (Associação de Mulheres Atuantes de Paraíso), de Paraíso do Tocantins (TO)

FABIOLA FALCI GOULART, Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central (Hospital Dr. Hélio Angotti), de Uberaba (MG)

JOANNA JEKER DOS ANJOS, da Recomeçar (Associação de Mulheres Mastectomizadas), de Brasília, DF

JUREMA DOS SANTOS, da AMMUC (Associação Brasileira de Portadores de Câncer), de Florianópolis (SC)

MARIA MARGARETH MENEZES NEIVA EULÁLIO, da Fundação Maria Carvalho Santos, em Teresina (PI)

ROSSANA RODRIGUES ROSSINI CAMACHO, da Rede Mulher de Marília e do Escritório da Mulher Dra. Rossana Camacho, de Marilia (SP)

VANIA REGINA SILVEIRA QUEIROZ, da OAB Paraná - Comissão da Mulher Advogada de Londrina e da Associação Nós do Poder Rosa, de Londrina (PR)

VERA GOLIK, do Projeto De Peito Aberto (sobre a autoestima da mulher com câncer de mama em uma abordagem humanista), de São Paulo (SP)
 
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