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Projetos tentam disponibilizar testes genéticos para BRCA1 e BRCA2 no SUS

 

03/07/2014

Os exames dos genes BRCA1 e BRCA2, feitos pela atriz Angelina Jolie no ano passado, para detectar o risco de câncer de mama poderá ser oferecido, gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esse tema faz parte de um projeto de lei da deputada Carmen Zanotto, o PL 6262/13, que contou com o apoio da Femama, e, mais recentemente, de outro projeto de lei do senador Vital do Rego, PLS 257/14, que tramita em conjunto com a proposta da deputada. Hoje os exames para detectar a presença desses genes já são cobertos pelos planos de saúde no Brasil.

O exame detecta se existe mutação nos genes BRCA1 e BRCA2. Essas mutações aumentam muito as chances de se desenvolver o câncer de mama e de ovário. No caso da atriz, a chance de desenvolver câncer até os 50 anos era de aproximadamente 87%. A cirurgia preventiva de retirada e reconstituição das mamas que realizou reduziu de 90% a 95% o risco de a doença aparecer.

Mutações nesses dois genes são responsáveis por apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama na população em geral. Apresentam risco de carregar os genes e podem se submeter ao teste, mulheres com três casos de câncer do mesmo lado da família e em parentes próximos (mãe e tia, por exemplo). Casos de familiares com tumor antes dos 50 anos também integram o grupo vulnerável. Para maior precisão dos resultados, é importante que o parente que teve câncer também passe pelo teste. O exame é feito com amostra de sangue ou de saliva da paciente.

A partir da comprovação da presença dos genes é possível tomar medidas profiláticas para evitar que a doença se desenvolva. A escolha dessas medidas e do momento em que devem ser realizadas passa por ampla discussão entre médico e paciente.


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