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Ministro da Saúde anuncia criação de agenda estratégica de enfrentamento ao câncer e outras Doenças Não Transmissíveis

 

18/02/2011
Preparar uma agenda estratégica detalhando como o Brasil vai enfrentar as Doenças Não Transmissíveis e o Câncer na próxima década a ser apresentada pela presidente Dilma Roussef à próxima Assembleia Geral da ONU. Essa foi a proposta do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a cerimônia de mobilização para a Conferência de Cúpula das Nações Unidas sobre Câncer e outras Doenças Não-Transmissíveis, na sexta-feira, 4, Dia Mundial do Câncer. A Conferência será realizada em setembro, em Nova Iorque.

O ministro fez o anúncio durante cerimônia realizada no INCA, em comemoração à data. O diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini - porta-voz da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) para a América Latina – falou sobre a importância da mobilização. Também falaram sobre o tema o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Martins; o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa; e o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Diego Victoria.

De acordo com o ministro, a agenda será preparada em conjunto com diversas instituições, do governo e da sociedade. “Sabemos da nossa responsabilidade em pautar esse tema no Mercosul e na Unasul. Esse tema não pode ser discutido somente entre as pessoas que pensam a saúde dia e noite. Temos que aproveitar ao máximo essa oportunidade inovadora de as Doenças Não Transmissíves (DNTs) estarem na pauta da ONU para colocá-las no centro da agenda do Congresso e dos diversos níveis de governo”, declarou. Saiba mais

"Quero contar com os senadores e deputados aqui presentes (referindo-se ao senador Marcelo Crivella e às deputadas federais Benedita da Silva e Jandira Feghali) para pedir que esse tema seja tratado no Congresso. O setor saúde, sozinho, não vai conseguir modificar a exposição da população brasileira aos fatores de risco para as DNTs e o câncer”, afirmou, anunciando que há duas semanas o ministério conversou com a indústria de alimentos e bebidas para, em 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, lançar metas claras de redução dos teores de sódio, gorduras e açúcar nos alimentos. O consumo excessivo desses ingredientes é fator de risco para as doenças cardiovasculares, o diabetes e o câncer.

Em relação a outras frentes para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer, Padilha disse que o Ministério não vai descansar enquanto não conseguir baixar o percentual de material inadequado coletado para o exame preventivo ginecológico. Da mesma forma, se comprometeu a aumentar a oferta de mamografias de qualidade. “Não podemos sair distribuindo mamógrafos. O que tem de ser feito é ampliar a oferta de exames de qualidade”, afirmou, citando a proposta apresentada pelo INCA, em 2008, de criação de um Programa de Qualidade em Mamografia, que deverá ter a portaria de sua criação assinada em breve.

O diretor-geral do INCA agradeceu a presença do ministro Padilha na primeira reunião de mobilização para a Conferência de Cúpula das Nações Unidas sobre Câncer e outras Doenças Não Transmissíveis e sublinhou a repercussão de cada uma dessas doenças na saúde da população, no âmbito social e no financiamento do Sistema Único de Saúde.

Paradoxalmente, as DNTs e o câncer são resultado da melhoria da saúde e do progresso. Com o sucesso de ações para reduzir a mortalidade pelas doenças infecciosas, a população vive mais e fica mais tempo exposta aos fatores de risco, como alimentação inadequada, tabagismo e sedentarismo, este, por sua vez, resultado das ferramentas tecnológicas”, disse Santini.

Após a cerimônia, o ministro visitou o Centro de Pesquisa Molecular, o serviço de Hemoterapia e o Banco de Sangue de Cordão Umbilical, localizado no Serviço de Hemoterapia do Hospital do Câncer I, uma das cinco unidades assistenciais do INCA.

Fonte: INCA

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