O que é o câncer de mama metastático HER2+?

Existem vários subtipos de câncer de mama, de acordo com as características específicas do tumor de cada paciente. Por isso, existem diferentes formas de tratamento, com medicamentos e estratégias que proporcionarão melhores resultados de acordo com o quadro da paciente. O subtipo HER2+ é bastante agressivo, por isso as pacientes precisam ter acesso aos tratamentos mais adequados para mantê-lo sob controle.

O subtipo HER2+ ocorre quando a proteína conhecida como HER2, localizada na membrana das células cancerígenas, aparece em excesso. Esse subtipo de câncer de mama é bastante invasivo, por isso as pacientes precisam ter acesso aos tratamentos mais adequados para mantê-lo sob controle. A fase conhecida como metastática é a mais avançada do câncer de mama e ocorre quando o tumor atinge outros órgãos do corpo além da mama. Os tumores que surgem em outros órgãos são conhecidos como metástases.

Apesar da condição de saúde delicada dessas pacientes, há mais de uma década não há inclusão de novos tratamentos no SUS para pacientes com câncer de mama metastático, independente de haverem avanços significativos da medicina para controlar a progressão da doença. Pacientes com acesso a planos de saúde já podem usufruir dos tratamentos que agora são analisados para oferta na rede pública, mas as usuárias do SUS não contam com essa alternativa, a não ser quando obtém os medicamentos através de ações judiciais, participação em estudos clínicos ou através do fornecimento direto realizado pelo estado, que pode ocorrer caso esta seja a vontade da gestão estadual.

Diagnóstico

O câncer de mama metastático pode ocorrer em decorrência da evolução de um câncer de mama detectado e tratado em estágio anterior ou em função do diagnóstico tardio da doença.

Por isso, a realização anual da mamografia para mulheres a partir de 40 anos é muito importante para que o câncer, caso presente, seja diagnosticado precocemente, aumentando as chances de cura para até 95%. Antes dessa idade, as mulheres devem solicitar ao médico a realização do exame clínico das mamas, que é um exame de toque, e fazer exames complementares quando solicitados. O autoexame é importante para que você conheça bem o seu corpo e perceba com facilidade qualquer alteração nas mamas, e assim procure rapidamente um médico. No entanto, ele não substitui a mamografia e nem o exame realizado pelo médico.

Uma vez detectado o tumor, o diagnóstico de câncer de mama ainda leva em consideração os receptores dos hormônios femininos estrógeno e progesterona das células cancerígenas. Cerca de 70% dos tumores invasivos são positivos para tais receptores hormonais.

Também é indispensável o teste para a confirmação do receptor da proteína conhecida como HER2. As características específicas do câncer de mama de cada paciente vão determinar a melhor estratégia para o seu tratamento.

Tratamento

Quanto mais avançado o estágio em que o câncer de mama se encontra, infelizmente menores são as chances de cura. Isso não quer dizer que o câncer de mama metastático não possa ser tratado. O foco do tratamento nesta fase é o controle da doença e a manutenção da qualidade de vida da paciente.

Durante a metástase, quando um novo tumor ocorre em outras partes do corpo, ele é considerado e tratado como câncer de mama. Por exemplo, se uma metástase ocorre nos pulmões, o tumor é tratado com medicamentos para câncer de mama ao invés de medicamentos usados no tratamento para o câncer que inicia nos pulmões.

Atualmente, não há um padrão de tratamento universal para o câncer de mama metastático, pois tudo depende do quadro de cada paciente. É possível tratar a doença com terapias sistêmicas, como quimioterapia, terapia biológica, hormonal e outras que usam medicamentos que identificam e atacam as células cancerígenas; com terapias locais, como cirurgia e radioterapia; ou com uma combinação desses tratamentos. Apenas o médico poderá determinar as melhores alternativas e discutir o rumo do tratamento com cada paciente.

O câncer de mama pode ser de diferentes tipos. A presença de receptores dos hormônios femininos estrógeno e progesterona ou da proteína HER2 na composição do tumor determina as características da doença. Assim, duas mulheres com câncer de mama podem possuir células cancerígenas muito diferentes entre si e necessitar de terapias específicas para o seu tipo de doença para obter um resultado mais eficaz. Em alguns casos, o uso de medicações específicas pode diminuir a velocidade de crescimento do tumor e reduzir o impacto dos efeitos colaterais sobre a paciente, prolongando o tempo de vida e garantindo a ela uma maior qualidade de vida.

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