Entenda mais sobre os genes BRCA1 e BRCA2

17.10.2017

Mutação nos genes BRCA1 e BRCA2 aumentam muito as chances de se desenvolver o câncer de mama e de ovário. A atriz Angelina Jolie realizou os testes antes de decidir retirar as mamas e os ovários, que tinham grandes chances de desenvolver câncer. No caso da atriz, a chance até os 50 anos era de aproximadamente 87%. A cirurgia preventiva de retirada e reconstituição das mamas que realizou reduziu de 90% a 95% o risco de a doença aparecer.

Mutações nesses dois genes são responsáveis por apenas 5% a 10% dos casos de câncer de mama na população em geral. Mulheres com três casos de câncer do mesmo lado da família e em parentes próximos (mãe e tia, por exemplo), entre outros fatores de risco, envolvendo características genéticas, apresentam risco de carregar a mutação nos genes e estão aptas a se submeter ao testes. Casos de pessoas com familiares com tumor antes dos 50 anos também integram o grupo vulnerável. Para maior precisão dos resultados dos exames, é importante que o parente que teve câncer também passe pelo teste. O exame é feito com amostra de sangue ou de saliva da paciente.

A partir da comprovação da presença de mutação dos genes é possível tomar medidas profiláticas como a quimioprevenção, a remoção das mamas ou a retirada dos ovários para evitar que a doença se desenvolva. A escolha dessas medidas e do momento em que devem ser realizadas passa por ampla discussão entre médico e paciente.

O Projeto de Lei 6262/2013 da deputada Carmen Zanotto, que contou com o apoio técnico da FEMAMA em sua elaboração, pretende incluir no SUS os exames genéticos para detectar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 em mulheres que possuam indicação para realização dos testes de acordo com protocolo clínico do Ministério da Saúde.

Este Projeto está apensado (tramitando em conjunto) ao Projeto de Lei 3437/2015 desde novembro de 2015.

Você pode acompanhar a tramitação neste link: http://bit.ly/2hP5Dmf