27.03.2020

Coronavírus e o paciente oncológico

A FEMAMA, constantemente atenta a todas notícias relacionadas à pandemia do coronavírus (COVID-19), organizou este material com informações que pacientes oncológicos precisam saber para sua prevenção. Reforçamos que o momento não é de pânico e, sim, de atenção e compromisso com a sua saúde.

O que é o COVID-19?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) ou a síndrome respiratória aguda grave (SARS). O mais recente coronavírus identificado, em  31/12/19 com início na China, causa a infecção chamada de Coronavirus Disease 2019, ou COVID-19.

A infecção tem um contágio muito fácil e rápido e pode ser fatal em pessoas com problemas pulmonares, com diminuição da imunidade e em idosos.

Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde declarou a epidemia pelo COVID-19 como emergência de saúde pública internacional. Até hoje (27/03/2020) já são mais de 509 mil casos e 23 mil mortes registradas no site da World Health Organization.

Contágio e Sintomas:

As principais formas de contágio são através do contato com pessoas ou superfícies infectadas. Contudo, ainda não há evidências de que o vírus seja transmitido pelo ar, sem gotículas provenientes de espirros ou tosses.

Já os sintomas podem variar, ou ser até inexistentes em alguns casos, mas giram em torno da febre, tosse seca e dificuldades para respirar. Pode haver também dores no corpo, congestão nasal, nariz escorrendo, dor de garganta e diarreia. Para melhor compreender confira abaixo o comparativo de sintomas entre as doenças respiratórias.

Fonte: Ministério da Saúde

 Fonte: Ministério da saúde

Em muitos casos a melhora pode ocorrer após alguns dias, como uma gripe, e a recuperação se dará em casa. Já em casos mais avançados, onde existe algum problema pulmonar, que ocasiona uma piora na respiração, o paciente deverá procurar um tratamento médico.

No grupo de risco da doença estão pessoas com hipertensão arterial sistêmica, diabete mélito, doença cardíaca, doença pulmonar, câncer e outras condições que causam diminuição da imunidade.

Pacientes Oncológicos:

Por apresentar uma deficiência imunológica, pacientes oncológicos merecem uma atenção especial: pessoas com leucemia, linfomas, pacientes transplantados e paciente com diagnóstico de tumores sólidos em quimioterapia, imunobiológicos ou imunoterapia e notadamente idosos. Mas não são todos que estão imunossuprimidos e por consequência, sob maior risco. 

Além de todos os cuidados essenciais, existem algumas práticas fundamentais para pacientes oncológicos:

  1. O paciente não deverá interromper o tratamento de quimioterapia ou radioterapia, desde que não haja intercorrência clínica;

  2. A vacina para influenza/H1N1 pode ser realizada. Pacientes em quimioterapia devem consultar o seu médico;

  3. Devem ser evitados os abraços, beijos e cumprimentos com as mãos, principalmente com pessoas que possuem problemas respiratórios ou chegaram de viagens no exterior; após qualquer contato lavar as mãos com sabão ou usar álcool em gel; 

  4. O mesmo cuidado serve para evitar contato com superfícies contaminadas como maçanetas, corrimões, botões de elevador;

  5. As visitas hospitalares devem ser evitadas, e se possível com poucos acompanhantes nas consultas; evitar ir à emergência por problemas simples; qualquer tipo de compromisso não essencial deve ser evitado;

  6. Cuidar ao espirrar ou tossir, usando sempre o cotovelo como proteção do nariz e boca;

Em caso de sintomas gripais leves, é importante que o paciente entre em contato com o seu médico para avaliar a necessidade de procurar um atendimento de saúde. 

A convite da FEMAMA, Dr. Alexandre Zavascki - médico infectologista do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, tira dúvidas sobre coronavírus e paciente oncológico. Confira o vídeo abaixo:

Se você possui dúvidas sobre o assunto, envie em nossas redes sociais.

Fontes: Infomama, Portal PebMed e Ministério da Saúde

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