Diversas instituições do terceiro setor ligadas à causa do câncer com expertise de advocacy, lançaram a campanha #SimParaQuimioOral, que pede que terapias antineoplásicas orais, intravenosas ou subcutâneas sejam automaticamente incorporadas ao planos de saúde logo após análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o que já acontece com as terapias intravenosas.

Todos os medicamentos, para serem comercializados no Brasil, precisam passar uma análise rigorosa da ANVISA, que avalia a sua eficácia e a segurança. Entretanto, para que esteja disponível na cobertura mínima dos usuários de planos de saúde, é preciso uma nova análise de um segundo órgão regulador, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Somente a cada dois anos é que o órgão atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, lista que enumera exames, procedimentos e tratamentos de cobertura mínima para todos os planos de saúde contratados no Brasil. Os tratamentos para câncer de aplicação intravenosa, entretanto, furam a fila e são automaticamente incorporados pela ANS após a análise pela ANVISA, não necessitando esperar a atualização do rol a cada dois anos.

O manifesto lançado pelo grupo de ONGs pede que o mesmo aconteça com as quimioterapias orais, pois o efeito no corpo é o mesmo – visto que ambos chegam à corrente sanguínea em algum momento –, mas há uma barreira desnecessária de dois anos entre a aprovação da ANVISA e a atualização do rol da ANS para os planos de saúde.

Fazem parte dessa campanha até o momento a FEMAMA, a ACBG (Associação de Câncer de Boca e Garganta), a ABRALE (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), a Be Color, a Fundação Laço Rosa, o GAPO, o Instituto Vencer o Câncer, o LACOG (Latin American Cooperative Oncology Group), a Melanoma Brasil - São Paulo, o Movimento TJCC (Todos Juntos Contra o Câncer), a NASPEC, o Projeto Camaleão, o Projeto Cura, a SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) e o Vidas Raras - São Paulo.
 

Leia o manifesto e assine a petição