Brasília, novembro de 2013 ? Dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, foi uma data diferente no Congresso Nacional, em Brasília (DF). Cerca de 200 mulheres vitoriosas ? pacientes que superaram o câncer de mama ? e representantes de instituições vindas de 16 estados e do Distrito Federal, participaram de uma iniciativa conjunta inédita: foram aos gabinetes dos parlamentares para pedir urgência na aprovação do projeto de lei que obriga a União a investir na saúde pública 10% de sua receita corrente bruta.

O Lobby Day, como é chamada a mobilização, foi organizado e promovido pela Femama (Federação Brasileira das Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama) com o objetivo de sensibilizar os congressistas para a necessidade de aumentar os investimentos no SUS (Sistema Único de Saúde).

O Lobby Day colocou pessoas envolvidas com a causa da saúde pública em contato direto com seus representantes políticos. ?Sem investimento não há tratamento. Se os parlamentares aprovarem o projeto ainda em 2013, sentiremos as melhorias em 2014, pois a Saúde passará a ter mais cerca de R$ 45 bilhões já no próximo ano?, explica a médica mastologista Maira Caleffi, presidente voluntária da Femama.

?Dialogamos com as autoridades políticas conscientizando-as sobre a realidade de quem lida de alguma forma com a saúde pública, seja como paciente, familiar ou médico. Com o apoio popular e do Congresso, podemos melhorar essa realidade e a Saúde como um todo?, , diz Caleffi.

A Femama apoia o Movimento Nacional em Defesa da Saúde Pública, o Saúde + 10, que coletou cerca de dois milhões de assinaturas para apresentar o Projeto de Lei Popular (PLP) 321/13 e garantir o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União.

Além das visitas simultâneas a 502 gabinetes de parlamentares de diferentes estados e legendas, fez parte do Lobby Day um Ato Simbólico, no gramado do Congresso Nacional, com mais de 100 bandeiras hasteadas para chamar a atenção para a causa e discurso da Femama sobre a necessidade de maiores investimentos em saúde pública para garantir tratamentos adequados à população.

Outra ação realizada foi um ?tuitaço? que teve por objetivo mobilizar a sociedade civil e espalhar para o maior número de pessoas mensagens de conscientização sobre o tema.

Na parte da tarde, um encontro com parlamentares e as instituições contou com pronunciamentos em defesa do PLP 321 pelo deputado Darcísio Perondi (PMDB/RS), pela senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), pela presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, pelo coordenador do Movimento Saúde +10, Ronald Ferreira dos Santos, pelos vice-presidentes da Femama, Dr. Luiz Ayrton Santos Jr. e Tânia Gomez, entre outros.

Pronunciamentos:
RONALD FERREIRA DOS SANTOS, COORDENADOR DO MOVIMENTO SAÚDE + 10.
SENADORA ANA AMÉLIA
DEPUTADO DARCÍSIO PERONDI, PRESIDENTE DA FRENTE PARLAMENTAR DA SAÚDE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.
DR. LUIZ AYRTON SANTOS JUNIOR, 1º VICE-PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS DE APOIO À SAÚDE DA MAMA ? FEMAMA.
TÂNIA GOMEZ, 2ª VICE-PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS DE APOIO À SAÚDE DA MAMA ? FEMAMA.
SENADORA VANESSA GRAZZIOTIN - PROCURADORA ESPECIAL DA MULHER NO SENADO FEDERAL;
DEPUTADA ROSANE FERREIRA ? COORDENADORA DA BANCADA FEMININA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS EM EXERCÍCIO.
DEPUTADA FLÁVIA MORAIS ? SEGUNDA ADJUNTA DA COORDENAÇÃO DA BANCADA FEMININA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.
DEPUTADA ÉRIKA KOKAY ? TERCEIRA ADJUNTA DA COORDENAÇÃO DA BANCADA FEMININA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.
MARIA DO SOCORRO DE SOUZA, PRESIDENTE DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE.
DEPUTADO ASSIS DO COUTO.
DEPUTADA BENEDITA DA SILVA.
DEPUTADA JANETE PIETÁ.
DEPUTADO MARÇAL FILHO


Diagnóstico precoce e tratamento ágil

O brasileiro sofre com uma das mais altas cargas tributárias . Em tese, isso lhe garantiria um atendimento de saúde de qualidade, porém, só em sete capitais, mais de 170.000 pessoas terão de esperar até cinco anos por uma cirurgia não emergencial. Nos hospitais e pronto-socorros, mais filas e queixas quanto à qualidade do atendimento.

O câncer de mama é um grave problema de saúde pública, sendo a neoplasia que mais mata mulheres no Brasil, e a principal causa de mortalidade de mulheres em idade fértil. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), mais de 57 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no país em 2014.

?É fundamental que o sistema de saúde público ofereça à sociedade qualidade e agilidade nos tratamentos da doença, medicamentos de tecnologia avançada e eficientes e mamografia de rastreamento anual a partir dos 40 anos. Essas medidas exigem investimentos urgentes em equipamentos e profissionais?, reforça Caleffi. ?Por isso é tão importante obter maior financiamento da União para a saúde pública?, conclui.


Sobre a Femama

A Femama - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - é uma associação civil, sem fins econômicos, que busca reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama no Brasil. Presente na maioria dos estados brasileiros por meio de ONGs associadas, atua na articulação de uma agenda nacional única para influenciar a formulação de políticas públicas de atenção à saúde da mama. Entre suas conquistas estão o 1º Prêmio Excelência Latina concedido à Femama pela American Câncer Society (ACS), a implementação do Outubro Rosa no Brasil, as Caminhadas das Vitoriosas, a articulação para aprovação da Lei 12.732/12 que determina que o tratamento de pacientes diagnosticados com câncer seja iniciado pelo SUS em até 60 dias, o apoio à aprovação da Lei 11.664 que regulamenta a mamografia a partir dos 40 anos pelo SUS, as campanhas de Conscientização e os projetos de fortalecimento das organizações filantrópicas associadas.