Centenas de primeiras-damas de diversos municípios e estados brasileiros reuniram-se em 11 de maio de 2011, em Brasília, na IV Conferência Nacional de Primeiras-Damas. O evento, promovido pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) teve como objetivo engajá-las na luta contra o câncer de mama. ?As primeiras-damas têm papel importante em suas comunidades, e lutar pela saúde da mulher é um deles. O câncer de mama é um problema global, mas as soluções são locais, por isso cada uma deve conhecer bem a realidade de seu município ou estado para buscar soluções regionalizadas. Queremos apoiá-las com informação e conhecimento para que possam implementar ações efetivas em suas comunidades?, explica a médica Maira Caleffi, presidente da FEMAMA.
O evento contou com palestras de representantes do Ministério da Saúde, Instituto Nacional do Câncer (INCA), Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer, e Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre outras instituições. A convidada internacional Elizabeth Thompson, presidente da ONG americana Susan G. Komen for the Cure, organização não-governamental voltada à luta contra o câncer de mama em nível mundial, mostrou as ações e investimentos realizados nos últimos anos para o enfrentamento da doença. Ela ressaltou a importância das autoridades e pessoas engajadas na causa conhecerem a realidade de suas comunidades. A conferência contou, ainda, com o lançamento do Manual dos Direitos do Paciente de Câncer, criado pela Advogada e Autora do livro Câncer Direito e Cidadania, Sra. Antonieta Barbosa, e apresentado pela Senadora Ana Amélia Lemos.
A primeira-dama Ires Maria Dalla Barba, do município de Mato Queimado (RS), ressaltou a importância de participar de um evento como esse: ?Tive caso de câncer de mama na família. Sei como é difícil enfrentá-lo. Em nosso município, promovemos caravanas de prevenção e vamos até mulheres informá-las, proporcionar os exames e encaminhá-las para centros de referência quando necessário?.
Uma das questões centrais discutidas no evento foi a qualidade e a agilidade no tratamento do câncer de mama no Brasil, tema do programa lançado pela presidenta Dilma Rousseff em março deste ano. De acordo com Maira Caleffi, a proposta apresentada pelo governo federal é um alento, pois o problema do câncer de mama no Brasil deve ser resolvido com urgência. ?Atualmente, cerca de 30 mulheres morrem por dia por conta desta neoplasia no país. É um número inaceitável de vidas perdidas para uma doença curável. O câncer de mama pode ter até 95% de chances de cura, mas, para isso, precisa ser descoberto cedo. No País, 45,3% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em estágio muito avançado?, destaca.