Em discurso na tribuna do Senado proferido em 24 de setembro, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) tratou do início, na próxima semana, das atividades do Outubro Rosa, movimento internacional que ocorre anualmente no referido mês de outubro e é marcado por ações de conscientização a respeito da saúde da mama. A parlamentar mostrou-se bastante satisfeita com a aprovação de lei 12.802/2013, de sua autoria, que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a proceder à reconstituição mamária após realizada mastectomia em cirurgia de tratamento da doença, quando não houver contraindicações.

Ana Amélia pediu aos colegas presentes que ''abraçassem'' a causa do Outubro Rosa, destacando o papel da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) que, através da sua presidente voluntária, a médica mastologista Dra. Maira Caleffi, trouxe o movimento para o Brasil em 2008. Ao longo destes cinco anos, a Femama iluminou de cor-de-rosa prédios e monumentos históricos em diversas cidades do Brasil a fim de sensibilizar para questões referentes à saúde da mama, além de realizar diversas ações de mobilização. A senadora também lembrou que o Rio Grande do Sul é o estado de maior incidência de câncer de mama no país, bem como o de maior índice de mortalidade pela doença. Na opinião de Ana Amélia, é importante que se aprovem leis como a 12.732/12, que estabelece em 60 dias o prazo máximo para início do tratamento da doença após o seu diagnóstico, a PLS 3595/2012, que consiste na tentativa de acesso às políticas de detecção e tratamento de câncer de mama a mulheres portadoras de deficiências e o projeto  de lei 352/2011, também de autoria da senadora gaúcha, que obriga os planos de saúde a custearem o tratamento de câncer à base de quimioterapia oral. Este último já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e em breve, retorna ao Senado.

Conforme dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), cerca de 450 mil mulheres morreram no Brasil vítimas de câncer de mama. Já a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para 2013 é de novos 50 mil casos deste tumor.