27.05.2015

VI Conferência Nacional de Primeiras-Damas: debates sobre câncer de colo de útero

Prevenção e diagnóstico precoce são o principal foco para combater o câncer de colo de útero. Atrás apenas do câncer de mama e intestino, a incidência da doença no Brasil está relacionada de maneira intrínseca com as condições econômicas de cada região. A mesa redonda apresentada na parte da tarde da VI Conferência Nacional de Primeiras-Damas teve um consenso: o diagnóstico precoce é um desafio, mas é a melhor maneira de evitar a morte de mais mulheres.

Em sua palestra, o oncologista do Hospital Moinhos de Vento, Dr. Guilherme Geib, evidencia a importância do diagnóstico precoce. “Quando encontramos o câncer de colo de útero em estágios iniciais a chance de cura é alta”, comenta Geib. Ele explica que existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, alguns deles não causam câncer, mas cerca de 30% não estão contidos na vacinação. Em relação ao tratamento, ele aponta que as regiões onde existe dificuldade de acesso à radioterapia são as que apresentam maiores índices de mortalidade.

Segundo o membro da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Dr. Agnaldo Lopes, um em cada doze casos de câncer de colo de útero estão na América Latina e metade desses casos no Brasil. Apesar da mortalidade por câncer ginecológicos estar caindo, muitas mulheres ainda morrem por câncer cervical”, comenta a oncologista Clínica Hospital Sírio Libanês – Unidade Brasília e representante do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos – EVA, Dra. Daniele Assad. A médica afirma que o rastreamento é a medida que interrompe a cadeia da doença, pois é através dele que as lesões que levam ao câncer podem ser detectadas antes que a doença se desenvolva. “Não estamos oferecendo o rastreamento de forma eficiente para todas as nossas pacientes”, afirma.

O representante do Ministério da Saúde, o Consultor Técnico Da Coordenação-Geral De Atenção às Pessoas Com Doenças Crônicas, Marcelo Pellizaro, falou de algumas das iniciativas que do governo para melhorar principalmente o diagnóstico precoce, entre elas o Programa de Rastreamento do Câncer de Colo Uterino. Pellizaro também citou que as regiões com menos recursos são as que têm maior incidência de casos da doença. Segundo ele, ocorreram 15,3 casos em cada cem mil mulheres em 2014.
 

Leia mais sobre o evento:
Depoimento: Vera Maria Fedrigo Giacomello - Bento Gonçalves - RS

VI Conferência Nacional de Primeiras-Damas: debates sobre câncer de mama

VI Conferência Nacional de Primeiras-Damas: iniciativas de primeiras-damas pelo Brasil

VI Conferência Nacional: Primeiras-Damas podem mobilizar a sociedade

  • Foto: Anderson Ueslei