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Porto Alegre é a Cidade-Desafio para o Câncer pela União Internacional de Controle do Câncer na iniciativa City Cancer Challenge 2025

 

Imagem: UICC/Divulgação

Imagem: UICC/Divulgação

21/05/2018

A capital com maior mortalidade por câncer no Brasil receberá apoio para desenvolver formas de planejar e implementar soluções de tratamento à doença


Porto Alegre (RS) foi selecionada como Cidade-Desafio do City Cancer Challenge (C/Can 2025), iniciativa liderada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) que tem como objetivo conduzir algumas cidades no mundo à liderança no planejamento e implementação de soluções de tratamento de câncer. Porto Alegre é a primeira cidade na América Latina nomeada. A decisão foi anunciada durante a Assembleia Mundial da Saúde da ONU, na tarde de hoje em Genebra, Suíça. O comunicado foi feito ao Ministro de Saúde brasileiro, Gilberto Occhi, e o Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Marco Antônio Fireman, pela princesa Dina Mired da Jordânia, presidente da UICC, e as responsáveis pela iniciativa na instituição, Susan Henshall e Rebecca Doherty.

De acordo com dados do INCA, estima-se que sejam registrados cerca de 600 mil novos casos de câncer em 2018 – 54.800 deles só no Rio Grande do Sul. A candidatura da cidade foi resultado do trabalho conjunto entre a Prefeitura de Porto Alegre e a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), com o apoio do Hospital Moinhos de Vento.

Para o Dr. Erno Harzheim, Secretário da Saúde da Cidade de Porto Alegre, o status de Cidade-Desafio trará oportunidades para repensar a rede de atendimento do câncer. “Embora a cidade ofereça uma rede de serviços que cobre a continuidade do tratamento oncológico, é essencial melhorar a eficiência dessa rede para oferecer atendimento pontual e de alta qualidade, adaptado à realidade local”, afirma.

Dra. Maira Caleffi, presidente voluntária da FEMAMA, afirma que a participação de uma cidade brasileira nessa iniciativa será um passo fundamental para que pacientes com diagnóstico de câncer tenham acesso ao tratamento adequado e todos os cuidados que a doença demanda. “O Projeto Cidade-Desafio permitirá agregar várias áreas de interesse em busca de uma solução para as crescentes taxas de câncer em Porto Alegre. Existe um problema global com o aumento geométrico do número de novos casos, mas a solução precisa ser local. Com essa experiência, Porto Alegre servirá de modelo nacional para tornar o atendimento oncológico mais rápido e moderno”, declara.

Além de Porto Alegre, a cidade de Kigali, em Uganda, também foi selecionada para ser uma Cidade-Desafio. Cali na Colômbia, Assunção no Paraguai, Kumasi, em Ghana e Yangon, em Myanmar integraram a iniciativa em 2017 como Cidades-Aprendizado, em etapa anterior. A UICC e as cidades selecionadas para se tornarem Cidades-Desafio assinaram cartas de intenção que delineiam seu compromisso de trabalhar juntas no desenvolvimento de um cronograma de trabalho e memorando de entendimento que orientarão a implementação da C/Can 2025. No máximo cinco cidades no mundo devem ser escolhidas como Cidade-Desafio até o fim do ano entre 20 candidatas para receberem acompanhamento da UICC na estruturação da busca de resultados. Porto Alegre foi a única cidade latino-americana a integrar a disputa.

Implementação C/Can 2025

As Cidades-Desafio selecionadas pela iniciativa C/Can 2025 receberão apoio durante dois anos para:

> Identificar e envolver todas as partes relevantes interessadas no processo C/Can 2025, incluindo governo (local, regional, nacional), sociedade civil, academia, instituições de saúde e profissionais, setor privado;
> Realizar uma avaliação abrangente em toda a cidade para identificar as atuais lacunas, necessidades e prioridades para o desenvolvimento de soluções sustentáveis de tratamento do câncer na cidade;
> Desenvolver um plano de atividades orçamentado;
> Dependendo da atividade, identificar canais apropriados para assistência técnica, parcerias/colaboração local e internacional, investimentos pontuais e / ou soluções de financiamento a longo prazo para apoiar a implementação do plano na cidade;
> Desenvolver uma estrutura para monitorar e avaliar o progresso e o impacto.

  • Susan Henshal (UICC), Gilbero Occhi (Ministro da Saúde), HRH Dina Mired (Presidente da UICC), Marco Antônio Fireman (MS) e Rebecca Doherty (UICC).
  • Imagem: UICC/Divulgação

 


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