23.04.2021

Tratamento e vacinação: saiba como lidar com o câncer de mama em tempos de Covid-19

Uma questão de saúde pública urgente que merece atenção é a vacinação contra a Covid-19 em pacientes oncológicos.

Esse artigo comenta sobre o tema e aborda os pontos principais sobre a continuidade do tratamento contra o câncer mesmo em tempos de pandemia.

Saúde é o que interessa!

Por conta da situação calamitosa provocada pela Covid-19, pessoas com outras doenças tiveram mais dificuldade em acessar os sistemas médicos.

A OMS recomenda que as saídas sejam evitadas. Porém, pessoas que apresentam algum sintoma de qualquer doença podem e devem acessar os sistemas de saúde, realizando exames de rotina e consultas médicas. Afinal de contas, o diálogo com o médico e a administração dos efeitos da doença são imprescindíveis para a cura.

Muitos pacientes oncológicos ou com histórico de tratamento temem ir aos hospitais, porque acreditam na possibilidade do vírus atacar o sistema imunológico. Procedimentos de rotina não podem ser abandonados e o diagnóstico precisa ser feito o mais cedo possível, ainda mais quando a situação envolve câncer de mama.

Até porque a maioria dos hospitais obedece a planos de contingência e protocolos rigorosos para diminuir a possibilidade de contaminação por vírus.

Vacinação para por idade:

As estratégias visando acolher pacientes oncológicos e combater a Covid-19 obedecem a várias regras e procedimentos.

Em 26 de março de 2021, a FEMAMA publicou uma nota intitulada “Vacinação Covid-19 para pacientes oncológicos” comentando a respeito da dificuldade destes pacientes em acessar a imunização. Na nota, é comentado sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, que determina que pacientes oncológicos que estão dentro da faixa etária da vacinação promovida pelo Ministério da Saúde, solicitem atestado aos médicos.

Aos olhos da FEMAMA, o plano, publicado em dezembro de 2020 e atualizado desde então, traz esse detalhe que pode dificultar a imunização dos pacientes oncológicos em idade para serem devidamente vacinados.

No entendimento da FEMAMA, não há necessidade do atestado, pois não há efeitos colaterais observados na imunização das pessoas com histórico de câncer com as vacinas disponíveis.

Fora isso, o profissional de saúde que aplica a vacina na UBS (Unidade Básica de Saúde) ou farmácia tem conhecimento técnico para avaliar riscos (gripes e sintomas).

Além disso, os tipos de vacina que estão chegando ao Brasil são seguras para pacientes oncológicos porque não utilizam o vírus ativo/vivo e poucos vacinados apresentam efeitos colaterais.

Vacinação por comorbidade:

Quando chegar a hora da vacinação dos grupos prioritários dos pacientes com comorbidades, de 18 a 59 anos, aí sim será necessária a comprovação da doença através de receituário, carteira do centro de câncer ou declaração do médico. Por esse motivo, pacientes oncológicos precisam se antecipar e solicitar um atestado médico.

Atualmente, pacientes oncológicos só são citados no Plano dentro das comorbidades, mas só pacientes em tratamento de quimioterapia e radioterapia nos últimos seis meses. A FEMAMA apoia a inserção de outros grupos de pacientes oncológicos nos grupos prioritários para a vacinação, independentemente da idade do paciente. A partir dessa imunização inicial, eles podem continuar o tratamento e acessar mais qualidade de vida. São eles:

● com câncer metastático;

● em uso de drogas orais;

● que estão em tratamento de quimioterapia e radioterapia;

● que finalizaram o tratamento nos últimos 6 meses;

● que estão aguardando cirurgia.

Há diversas dúvidas sobre a relação entre a Covid-19 e o câncer de mama. Na maioria dos casos, a vacinação para pacientes oncológicos é fundamental.

Caso haja qualquer dúvida, conversar com o médico sobre vacinação, inibidores hormonais e medicamentos para frear o crescimento de tumores é importantíssimo! Atente para os detalhes:

● radioterapia não impede a vacinação;

● os efeitos dos diferentes tipos de vacina não diferem para os pacientes oncológicos;

● o uso da máscara é necessária, mesmo com vacinação;

● não deve-se esperar pela segunda dose da vacina para realizar a quimioterapia.

Para conhecer as respostas para as principais perguntas sobre vacinação e Covid19, acesse aqui.

Sobre a vacina da H1N1

É pertinente recordar que a campanha contra o vírus H1N1 está iniciando e pacientes oncológicos precisam se imunizar. E é necessário uma diferença de no mínimo 14 dias entre a vacina do H1N1 e da Covid-19.

Medidas específicas devem continuar sendo utilizadas:

● uso de máscara;

● distanciamento social;

● higienização das mãos com frequência;

● não realização de aglomerações.

Administração de outras vacinas

A vacinação contra a Covid-19 precisa ser complementada com estratégias enfatizando a saúde pública e a administração de outras vacinas. Por isso, o passo a passo abaixo é fundamental para essa complementaridade: 

1) Encontre sua carteira de vacinação e leve o documento na sua próxima ida ao oncologista;

2) Converse com seu oncologista e vá para o CRIE (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) mais próximo;

3) Os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) do SUS vacinam pessoas com doenças crônicas ou com o sistema imunológico comprometido;

4) São vacinas para pacientes oncológicos: Hepatite A; Influenza (gripe); HPV; Meningocócia C e Pneumo-cócica.

5) O calendário da Vacinação para pacientes especiais pode ser consultado na página número 26 do link: bit.ly/vacina-2020

Conte com o nosso blog para saber mais sobre o câncer de mama.

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